quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Oscar Wilde by Rodrigo Eloi

Proposta: mudar o foco narrativo de algum conto. Escolhi um trecho de conto de Oscar Wilde. Nem um pouco desafiador...

Conto: O GIGANTE EGOÍSTA – OSCAR WILDE
Original do autor:
Todas as tardes, ao voltarem da escola, as crianças costumavam brincar no jardim do Gigante. Era um jardim grande e adorável, com grama verde e macia. Aqui e ali, por entre a grama, havia belas flores, iguais às estrelas. Havia doze pessegueiros que na estação primaveril irrompiam em delicados botões rosados e perolados, e no outono, ficavam carregados de frutas saborosas. Os pássaros pousavam nas árvores e cantavam tão docemente que as crianças começavam interromper seus jogos para ouvi-los. “Como somos felizes aqui!”, elas diziam umas às outras.

Minha proposta:
Conto:
A grande solidão
Sempre quando o pôr-do-sol se aproxima, uma agitação toma conta da pequena garota de cabelos encaracolados, vermelhos, como o tom que mancha o céu no fim das tardes daquela pequena cidade. Ela abandona os livros pesados dos primeiros aprendizados e segue apressada em direção ao único local de seus sonhos reais: o jardim sem dono. Lá, a grama tem um verde vivo que alimenta suas brincadeiras de casinha. As flores derramam aromas coloridos por todos os cantos, há outras crianças naquele espaço, mas a filha caçula do verdureiro prefere o isolamento, assim pode conhecer melhor todas as variedades de frutas daquele terreno fértil. Essa é a história que conta aos seus pais. A versão verdadeira dos fatos, quem me contou foi um passarinho de que as outras crianças pertencentes à nobreza daquele lugar tão parecido com outros milhares de campos da Europa não incluem nossa amável protagonista em seus jogos de disputas. “Como somos felizes aqui!”, diziam quando a solitária menina se aproximava dos vários grupinhos, em uma provocação dolorida dessa fase inesquecível da vida.

Nenhum comentário:

Postar um comentário